CUIDADO HUMANIZADO DE ENFERMAGEM AOS IDOSOS EM FASE TERMINAL: UMA REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA
Andressa Carolina Baratto — A definir
Introdução: O envelhecimento populacional e o aumento das doenças crônicas e ameaçadoras da vida ampliam a necessidade de práticas assistenciais voltadas à pessoa idosa em situação de terminalidade. Nesse contexto, o cuidado não pode se restringir ao controle biológico da doença, pois envolve também alívio do sofrimento, preservação da dignidade, respeito à autonomia e atenção às necessidades emocionais, sociais e espirituais. A enfermagem ocupa posição central nesse processo por sua proximidade contínua com o paciente e a família. Objetivo: Analisar como a literatura científica descreve o cuidado humanizado de enfermagem direcionado a idosos em fase terminal. Método: Revisão integrativa da literatura realizada nas bases Biblioteca Virtual em Saúde e PubMed/MEDLINE, mediante descritores relacionados a idosos, cuidados paliativos e enfermagem. Foram priorizadas publicações entre 2020 e 2025, mantendo-se estudos anteriores de elevada aderência temática. A seleção ocorreu por leitura de títulos, resumos e textos completos, considerando a pertinência ao cuidado de enfermagem direcionado a idosos em cuidados paliativos ou em situação de terminalidade. Dos 206 registros submetidos à triagem, 39 compuseram a amostra final, sendo nove provenientes da BVS e 30 da PubMed/MEDLINE. Os estudos foram organizados em planilha e analisados de forma comparativa e temática. Resultados e Discussão: A análise evidenciou sete categorias temáticas: capacitação profissional; controle de sintomas e promoção do conforto; comunicação e organização do cuidado; espiritualidade e cuidado integral; humanização e relação terapêutica; autonomia, dignidade e cuidado centrado no idoso; e aspectos éticos relacionados ao fim da vida. Os achados demonstraram que o cuidado humanizado ultrapassa a execução de procedimentos técnicos e exige escuta, presença, acolhimento, empatia, comunicação sensível e respeito à história e às preferências da pessoa idosa. A qualificação profissional mostrou-se necessária tanto para o manejo de sintomas quanto para o enfrentamento das demandas emocionais, espirituais e éticas da terminalidade. A comunicação apareceu como elemento essencial para favorecer decisões compartilhadas, continuidade assistencial e maior segurança para pacientes e familiares. Também se destacou que o conforto inclui não apenas o alívio da dor, mas a redução do sofrimento psicológico, o apoio emocional, a preservação da autonomia e o reconhecimento da espiritualidade. Sob a perspectiva da Psicogerontologia, essas práticas contribuem para o bem-estar psicológico, para a preservação da identidade e para uma experiência de finitude mais digna e acolhedora. Conclusão: O cuidado humanizado de enfermagem ao idoso em fase terminal requer abordagem multidimensional, ética e centrada na pessoa, integrando conhecimento técnico, comunicação, conforto, empatia, espiritualidade e respeito à autonomia. A literatura reforça a necessidade de educação permanente e de estratégias institucionais que apoiem os profissionais diante das demandas assistenciais, emocionais e éticas presentes no fim da vida.
Palavras-chave: Cuidado humanizado, Enfermagem, Humanização da assistência, Idoso em fase terminal